sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Banida das piscinas, Rebeca Gusmão vai jogar a liga nacional de futebol feminino

Nadadora é anunciada como reforço da Ascoop, de Brasília

Rebeca ainda está à espera do julgamento na Corte Arbitral do Esporte, na Suíça
A nadadora Rebeca Gusmão será o reforço da Ascoop, de Brasília, na disputa da Liga Nacional de Futebol Feminino. Rebeca vem jogando futebol universitário e futsal na capital federal desde que foi banida das piscinas pela Federação Internacional de Natação (Fina), por ter sido acusada de doping em duas oportunidades, em 2006 e 2007. A Liga Nacional será disputada de 4 a 19 de dezembro e terá equipes como Corinthians, Santos e Saad. Rebeca vai para os gramados ainda à espera do julgamento na Corte Arbitral do Esporte sobre a acusação de doping nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Em matéria do jornal “Correio Braziliense”, ela mostra humildade nessa nova empreitada. - Tudo que é novo é bom. Na minha carreira inteira eu tive pressão. O mais legal é estar fazendo parte de um esporte coletivo. Aqui, elas são meus ídolos, ainda tenho de me adaptar ao mundo da bola. Rebeca, porém, ainda se recupera de uma fratura na tíbia, por estresse, sofrida há mais de um mês durante o campeonato universitário de futsal, no qual joga pela Ceub. A nadadora-jogadora garante que já poderá treinar na próxima semana e avisa: chega para vencer.


- Quando eu entro, independentemente da competição, entro querendo vencer. Tomara que isso chame a atenção da mídia para o futebol feminino. Entretanto, o sonho de Rebeca Gusmão de brilhar nos gramados pode se limitar apenas às competições nacionais. Em entrevista em setembro ao GLOBOESPORTE.COM, o presidente da comissão de médicos da Organização Desportiva Pan-Americana, Eduardo de Rose, lembra que um atleta banido de um esporte não pode atuar em outro. – Você não é banida da modalidade, mas sim do esporte. Se você não está excluído e quiser mudar, tudo bem. Mas a partir do momento que a Fina bane, a Agência Mundial Antidoping (Wada) não permite que a pessoa mude de esporte. Isso é contra o código mundial antidopagem – explicou o médico.